Análise tática · Série A

Atletiba na Série A: quem sai na frente na briga pela zona de classificação?

Análise tática dos dois clássicos paranaenses na primeira metade do campeonato.

Vista aérea de um clássico paranaense em estádio lotado sob refletores

Na primeira metade da Série A deste ano, Athletico Paranaense e Coritiba disputaram dois clássicos que revelaram não apenas a rivalidade centenária entre os dois clubes, mas também visões táticas bastante distintas sobre como jogar o futebol moderno. O Athletico, sob o esquema defensivo bem organizado do seu treinador, apostou em transições rápidas e pressão alta no campo ofensivo adversário. O resultado foi consistente: menos gols sofridos e uma média de posse de bola próxima dos 44%, eficiente dentro do seu modelo de jogo. O Coritiba, por outro lado, tentou impor mais volume ofensivo, circulando a bola pelos laterais com frequência, mas enfrentou dificuldades quando o adversário compacta os espaços no terço final. Nos dois confrontos diretos, o placar foi decidido por detalhes: uma bola parada no primeiro jogo e um erro de saída de bola no segundo. Nenhum dos dois representou domínio técnico claro de uma equipe sobre a outra. O que fica evidente ao revisar os dados de ambas as partidas é que a briga pela zona de classificação sul-americana será decidida na consistência ao longo dos pontos corridos, não em um único clássico. A equipe que sustentar menos oscilações defensivas nos confrontos fora de casa terá vantagem real até o final do campeonato.

Em termos de métricas coletadas nos dois jogos, o Athletico registrou 14 finalizações com 6 no alvo, enquanto o Coritiba totalizou 19 finalizações com apenas 5 no alvo. O número mostra que quantidade não é sinônimo de eficiência. A distância entre os dois clubes na tabela no momento desta análise era de apenas três pontos, o que torna o segundo turno especialmente relevante. Ambos os comissões técnicas já demonstraram que vão ajustar a pressão posicional dependendo do adversário — e isso deve tornar os próximos confrontos ainda mais táticos e menos abertos. Para o torcedor que acompanha o Atletiba além do resultado, os dados disponíveis revelam uma rivalidade que amadureceu: menos provocação, mais qualidade.

← Voltar para as reportagens